domingo, 24 de fevereiro de 2008

Vox populi II



Resultado das enquetes:


1) Da lista tríplice, o governador deve nomear o candidato:


Que quiser. É a lei.

122 votos

51%

Mais votado. É mais democrático.

114 votos

48%

Prefiro não opinar

1

1%



2) Os candidatos a Procurador-Geral deveriam assumir o compromisso de renunciar em favor do mais votado?


Não. Onde já se viu?!

111 votos

52%

Sim. Seria um avanço.

99 votos

46%

Prefiro não opinar

1

1%


O Parquet agradece a participação de todos os colegas promotores e demais internautas, esclarecendo que as enquetes já realizadas nesta página, bem como as próximas que vier a realizar, não têm valor de pesquisa, apenas sinalizam as opiniões de muitos que visitam o blog. (cf. vox populi).


Os colegas que quiserem opinar sobre as enquetes poderão utilizar o link para comentários, no rodapé desse post. Isto enriqueceria o debate.


Um comentário:

Lindonjonson disse...

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Aproxima-se o momento em que podemos trocar ou manter o ocupante do banco de trás do PGJ-000l. Sobre isso, “o parquet” formulou uma enquete. Será que é esse o nosso poder?

Tomar um barco qualquer e atravessar o Atlântico em qualquer direção vai trazer algum conhecimento sobre esse vasto mundo de água. Mas, uma infinidade de questões permanecerá sem exame e demandam outras maneiras e outros caminhos.

Questões institucionais são menos complexas do que um oceano. Mesmo assim, as conclusões de uma enquete podem ser apenas o olhar de um observador embarcado por superfície de águas calmas.

A escolha de integrantes da classe para compor uma lista já tem uma História. O passado é um instrumento valioso para o estudo das instituições, grupos sociais e povos.

Não faz muito tempo, a classe escolheu uma lista de onde foi escolhido, pelo Governador, o 3º menos votado para dirigir o Ministério Público Estadual. A lei sobre o tema não mudou e o Chefe do Poder Executivo Estadual pode escolher qualquer dos integrantes da lista tríplice. A classe continua somente escolhendo uma lista entre candidatos que tenham mais de 10 anos na carreira. Muitos defendem que continuem assim, materializando o sistema democrático de contrapesos. Outros, a democracia total, onde a classe escolhe seu “chefe”.

Quanto ao 3º escolhido, fez gestões (seja lá o nome que se dê) para ser nomeado? É esperado que algum 3º escolhido vá confessar isso? Com quantos votos se faz um 3º legítimo? Poderia ter havido conflitos de interesses em razão disso? É falta de ética buscar atalhos para ser nomeado, independentemente da posição da lista?

Sem conhecer os velejadores desse vasto mar, teremos conclusões em que a ética subjacente tem semelhança com o iogurte: só vale em curto espaço de tempo.
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