sexta-feira, 11 de abril de 2008

Fábulas eleitorais II


O sol e as rãs*
Subtítulo: Quem ganha com a união dos fortes?

Naqueles tempos, muitos animais festejavam a união do sol com outras estrelas. Até as rãs se alegravam. Uma delas, entretanto, advertia com prudência:

.

― Insensatas, por que esse alvoroço? Se, sozinho, o sol pode secar nossa lama, o que não poderemos esperar se aumentar sua força?


[Por que se regozijar agora com o que no futuro não lhes trará nenhuma alegria?]


*Adaptada do livro "Fábulas de Esopo", Porto Alegre: L&PM, 2007, p. 143

2 comentários:

Reinaldo Castro Jr disse...

Caro amigo Juarez,
Vejo com muita cautela a união do sol com as estrelas, já que o deslocomento de calor provocado poderá atingir batráquios menos avisados.
Ainda no que pertinete a mais um debate de idéias que se avisinha, um pensamento que cai muito bem neste CALOROSO(trocadilho ente sol e estrelas deste post) clima eleitoral.
“Não tenho medo das perguntas difíceis: tenho pavor das respostas fáceis.” A. Malcot
Saudações blogueiras.

REINALDO CAMPOS CASTRO JÚNIOR
Reinaldo Campos Castro Júnior

sobre a postagem disse...

CELSO COUTINHO, filho:
É possível imaginar essa conjuração de estrelas sem uma repulsiva troca de favores? Tão repulsiva que os próprios protagonistas e coadjuvantes astrais tentam escondê-la, esforçando-se para deixarem recônditos os alinhavos. Mas se esforçam sem sucesso, porque é inevitável o pus pôr-se para fora da ferida. São favores cobrados desde o primeiro dia de consolidação da constelação espúria, o que se estende por todo o reinado, sobrando alguns mimos para os súditos que aplaudem.