terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vergastado

Nesse outubro, o látego fustigou o lombo do poder das togas. Não sem motivos: bate-boca em plenário; caso (sem fim) das diárias irregulares; ordem do CNJ para extinguir a guarda pretoriana; criação das 3 vagas no tribunal; investigações de juízes afeitos a liberações milionárias; juiz interpelando desembargador no STJ; elevação dos subsídios sem aprovação de lei específica, entre outros.

O juiz José Luiz fixou o ponto. Em "por que nós, magistrados, somos tão odiados?", encoraja seus colegas à reflexão. Sinaliza que boa parte desse “ódio” não é gratuita.

Mas, quem refletirá? O magistrado propineiro não fará autocrítica sobre seu mau costume, e como seus colegas, advogados e MP não “o entregarão”, continuará decidindo sob o manto do livre convencimento remunerado; o magistrado grosseirão não frequentará as sessões de análise que lhe forem prescritas; o magistrado preguiçoso sabe que meta 2 não é para sempre; o magistrado tê-quê-quê sobreviverá com a cumplicidade da corregedoria.

Pelo menos o tribunal popular do judiciário está refletindo.

Todo esse cenário se projeta na retina dos novos juízes ao assumirem seus cargos, agora, em novembro. Que estejam preparados para optar entre a mediocridade e a excelência! E não se freie a vergasta.

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