sábado, 22 de maio de 2010

Atualíssimo


“Lamento que a atual forma de escolha para tão importante cargo esteja subordinada à interferência do Poder Executivo em nossa grande Instituição, que, assim, se vê refém de uma armadilha absurda, consistente na negação de sua própria finalidade, haja vista que a independência é essencial para a existência da Instituição destinada a zelar pela consecução dos direitos assegurados na Constituição Federal, exigindo seu cumprimento pelos Poderes e Instituições.” Trecho da carta da colega Fátima Travassos, de 20/05/2002, quando não foi nomeada Procuradora-Geral de Justiça, apesar de ter sido a mais votada pela classe. O escolhido foi o colega Raimundo Nonato de Carvalho Filho, terceiro colocado. (A íntegra da carta está no Blog do Itevaldo.)

Um comentário:

Aloisio disse...

E agora???
Quantas palavras e frase bonitas.

"Lamento que a atual forma de escolha para tão importante cargo esteja subordinada à interferência do Poder Executivo em nossa grande instituição, que, assim, se vê refém de uma armadilha absurda..."

"A todos, agradeço as expressões de apoio e solidarizo-me com manifestações de repúdio ao ato governamental, que frustrou um sólido projeto de Ministério Público independente, ao qual jamais deixaremos de aspirar".

Como mudou a Fátima Travassos versão 2002 para a Fátima Travassos versão 2010, hein?

A interferência do Governo, que era motivo de lamentação e repúdio em 2002, virou tábua de uma salvação que não virá em 2010.

E a "armadilha absurda" que Fátima Travassos condenava em 2002 não é justamente a escolha de outro que não o primeiro colocado na lista tríplice?

E mais, aonde foi parar o sólido e independente Ministério Público que a Dra. Fátima Travassos aspirava em 2002?