sexta-feira, 21 de maio de 2010

Depois da lista (2)


Há um cheiro de silêncio mofado
como o dos velórios

Há gritos reprimidos no ego
da esquizofrenia das conquistas

Há esperança ensandecida
de que torne a loucura da vida normal

Não esperem atirar a última pedra
contra o templo da hipocrisia

A primeira perpassa o tempo e os homens:
o poder é de senhores e servos. Sirvam-se!

Um comentário:

flor disse...

Não há cheiro de corpo suado
... correndo atrás da nomeadora

Não há gritos contidos
... eles são ouvidos... de longe

A esperança ensandecida
faz promessas...
e os servidores são conclamados: há novenas a pagar

O poder... ah, o poder
Podre poder
Poder podre
Pobre!

Mas até o dia do juízo final...
Muitas almas serão atormentadas

Rezemos.