quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A Fábula


[ Essa fábula não foi escrita por Esopo (620 a.C)
nem por La Fontaine (1621-1695),
porque, a Austrália, com seus cangurus,
só foi “descoberta” em
1770 ]


Num tempo que já vai longe
todo bicho se encontrava
numa curva acentuada
onde o rio se alargava.


Esperavam o momento
que cada um ouviria
do Conselho da floresta
a ordem da travessia.


Um coelho de 2 anos
que muito serviço fizera,
sonhava com sua escolha
nessa linda primavera.

E a garça completava:
“eu irei logo em seguida
fiz tudo com muito zelo
quero viver minha vida”.

Cada animal conferia
tempo e trabalho anotado
e olhava pro Conselho
para ser autorizado.

Mas o Conselho rasgara
o livro da isonomia
trazia sempre anotado
o jogo que alguém fazia,
para burlar o direito
de quem só direito queria.

O canguru se agitava
com pulos de alegria
“eu tenho alguém no Conselho
que me dá a primazia,
não interessa a ordem
de quem melhor merecia.”

Um homem que ali passava
sentiu dó no coração:
é injustiça o que vejo,
fazer o que, meu irmão?


Moral da História: Um bom Conselho não faz bem pra canguru.

.

13 comentários:

Anônimo disse...

Ou como dizia o coronel Victorino Freire: “Jabuti subiu em árvore? Ou é enchente ou foi mão de gente”
Moral: não foi com seus pés, não foi pelos próprtios méritos...

Anônimo disse...

Dizem que prá bom entendedor meia palavra basta? De quantas palavras vai precisar o Conselho? Na verdade só uma é necessária: justiça!!!

Anônimo disse...

Interessante. Criativo. Dez!

Teomario Serejo disse...

Sou daquelas pessoas que não perdem a esperança. Acredito que O Ministério Público do Maranhão, pelos atos de austeridade de seus agentes será um exemplo para a toda sociedade.
O que será do ser humano quando deixar de acreditar nos seus pares?
Como ser humano, somos passivos de erros, mas também somos capazes de deixá-los de cometer. É nisso que eu acredito. Por isso guardo a esperança de que o Ministério Público do Maranhão, por cada um de seus agentes, banirá todas as condutas errôneas em que incorreu e seguirá com o brilho da honradez e seriedade que lhe faz singular dentro da estrutura estatal.

Anônimo disse...

Sou um curioso por esse animal chamdo vulgarmente canguru (macropus rufogriseus, esse é seu nome científico), e por essa razão posso esclarecer algumas características suas. O canguru é um dos animais mais interessantes da natureza. Ele se locomove pulando, pulando, pulando pulando... aprende isso desde cedo, desde jovem, que deve se mover de salto em salto, e não andando como a esmagadora maioria dos outros animais! Mas também é desde cedo, desde jovem, que aprende que a sua mãe canguru tem uma bolsa para protegê-lo. Logo, toda vez que o pulo do jovem canguru não lhe basta, ele se socorre na bolsa da mãe, vez que o pulo materno é maior. Dessa forma consegue saltar mais longe, mais rápido e mais que os outros!

Anônimo disse...

Concordo, Dr. Teomário. Precisamos que a Administração Superior valorize tudo aquilo que nós devemos ser: promotores (PROMOVEDORES) de justiça!!!. E começando dentro de casa, sem favorecer uns em desrespeito para com a maioria dos colegas. O ponto de partida é banir a conduta errônea do privilégio e estabelecer a conduta do necessário RESPEITO À IGUALDADE, a única digna de aplausos.

joão marcelo disse...

Geralmente tenho algo a dizer aqui; hoje, todavia, faço minhas as palavras do Dr. Teomário Serejo, colega sempre lúcido e de extremo siso!

Anônimo disse...

Essa fábula cai como uma luva para o colega que tenta se aproveitar da presença da mãe para beneficiar a si e sua esposa.

Anônimo disse...

Pergunta de curioso: O canguru é um animal em extinção, ou se procria demais?

Anônimo disse...

Eu me pergunto todos os dias... "Por que nossa Associação não toma providências para nos proteger deste bicho maroto"

Anônimo disse...

Eu me pergunto todos os dias... "Por que nossa Associação não toma providências para nos proteger deste bicho maroto"

Anônimo disse...

Resposta ao curioso: é porque o bicho maroto, esposa e mama votam.

Anônimo disse...

Resposta ao curioso 2: O animal procria demais. Senão vejamos: primeiro o marido, depois o filho e depois a nora. Vamos providenciar um neto.