quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Em defesa do contribuinte


Nesta segunda (03/08), visitei o Coordenador de Informática da PGJ. Fui trocar idéias sobre o futuro da informática no Ministério Público. Entre elas, vender uma idéia de economia: a utilização do software livre.(1)

Não faz sentido gastar o dinheiro do contribuinte pagando licenças de programas proprietários, quando existem outros, com as mesmas funcionalidades, totalmente de graça.

Há mais de três anos utilizo o pacote de escritório Openoffice, em substituição ao Office da Microsoft, sem nenhum problema.

Faz tempo, o governo federal desenvolve uma política de incentivo ao uso do software livre. Uma considerável lista de instituições públicas e privadas gradualmente adere a essa opção viável sob os pontos de vista econômico e tecnológico. No Ministério Público Federal a economia pode chegar a 10 milhões de reais. O Banco do Brasil economizou 20 milhões, em 2006. E não precisa reinventar a roda, pois vale muito aprender com a experiência dos outros.

Na opinião do Conselheiro Joaquim Falcão, do Conselho Nacional de Justiça, “Se depender da liderança da ministra Ellen Gracie e do CNJ, a decisão está tomada. O Poder Judiciário opta pelo software livre.”

Qualquer instituição que aposte no futuro, não pode tratar seu departamento de informática como uma oficina de reparos e reposição. Esse futuro não se improvisa, é preciso dar melhor estrutura e investir nos recursos humanos que dão vida à tecnologia.

Se economizar interessa, a Procuradoria Geral de Justiça deve incrementar o uso do software livre. Para isso só precisa gastar decisão e disciplina.

(1)Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição. (Fonte: Wikipédia)
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Um comentário:

Márcio Thadeu disse...

Caro Juarez,
Desde 02/12/2002 a PGJ estuda a possibilidade do uso do software livre (PA nº 4668AD/2002). Contudo, segundo a coordenação de informática, os gastos seriam antieconômicos e damadariam adaptações que poderiam tornar morosa sua utilização.
Assim, foi arquivada a proposta, em 29/05/2007, o que não inviabiliza, se surgirem supervenientes dados para exame, nova apreciação da matéria.
Os investimentos da PGJ na área da tecnologia da informação podem e devem ser incrementados, desde que atendam à ótica do interesse público. Quanto à página, sua reformulação já foi determinada. Sugestões podem ser encaminhadas para a coordenação de informática.
Um abraço,
Márcio Thadeu