terça-feira, 12 de maio de 2009

Preço

Não se deseja que alguém contraia gripe suína. Muito simples: o desafeto pode ser, também, contaminado pelo vírus e perecer. A imprecação mais das vezes tem efeito bumerangue.

Com a liberdade de expressão dá-se igual. Torcer para que alguém seja privado do direito de informar e opinar, resulta em perda posterior da liberdade do próprio funesto.

O jornalista Walter Rodrigues, no exercício de seu labor, por natural, como tantos, tem colecionado admiradores e desafetos. Quem opina, dificilmente amealha só uma dessas categorias. Assim, no final de abril, os juízes José Raimundo Sampaio Silva e Douglas Airton Ferreira Amorim, atendendo postulação do juiz Abraão Lincoln Sauaia, criticados no blogue do jornalista, impuseram-lhe censura.

Fato tão grave, atraiu repulsa da própria Associação dos Magistrados, mesmo arranhando o espírito de corpo, para gáudio da sociedade.

Ontem (11/05), o relator do Mandado de Segurança nº 0125602009, desembargador Jaime Ferreira de Araújo, restabeleceu a liberdade de expressão de Walter e o respectivo direito de informação de seus milhares de leitores.

A questão não é aplaudir ou reprovar tudo que um jornalista, ou qualquer cidadão, diga, escreva, divulgue. O cerne é não tolher esse direito, cabendo, exclusivamente, responsabilizar o autor por eventual fissura das margens legais.

A liberdade cobra o preço da eterna vigilância. Sim. De todos.

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